sábado, 29 de janeiro de 2011

Associação de Rádios Comunitárias apresenta reivindicações em Brasília

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) discutiu a democratização das comunicações e apresentou as reivindicações das rádios comunitárias no VII Congresso da Abraço, que aconteceu em Brasília, entre os dias 20 e 22 deste mês.

Nos três dias do evento, foram discutidos temas como liberdade de informação, o papel do parlamento na democratização das comunicações e o papel das rádios comunitárias na valorização da cultura local e inclusão social.

Entre as reivindicações essenciais da Abraço, estão o aumento da potência e da altura da antena, a autorização para publicidade ou apoios culturais e a disponibilização de uma segunda frequência destinada à radiodifusão comunitária.

O coordenador da Rádio Cantareira, José Eduardo Souza, falou sobre essas reivindicações e sobre os resultados do congresso no "Seu Jornal", da TVT. Ele aproveitou para desmistificar a acusação de que o sinal das rádios livres interfe no tráfego aéreo. Veja a entrevista:


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Relembre a Rádio Cidade, que completaria 31 anos se estivesse no ar em SP


Neste aniversário da cidade de São Paulo, a antiga Rádio Cidade estaria comemorando 31 anos, se estivesse no ar em 96,9 MHz.

A Cidade foi uma das rádios mais importantes do Brasil e uma das principais responsáveis pela definição de estilos do FM e por sua popularização. De 1980 a 2001, período em que usou a marca Cidade, sempre esteve entre as emissoras mais ouvidas de São Paulo, independente se a programação estava mais para o estilo jovem ou mais para o popular.

Passou a maior parte da década de 1990 como a rádio mais lembrada na pesquisa do IBOPE e continuou forte mesmo depois de 2001, quando o desfecho de uma briga judicial com o Sistema Jornal do Brasil obrigou a mudança de nome de Cidade para Sucesso.

Uma das coletâneas da Rádio Cidade, em seus primeiros anos. Clique para ampliar a imagem em uma nova aba ou janela.

No aniversário de 25 anos da Rádio Cidade de São Paulo, já como Sucesso FM, alguns dos locutores que marcaram os primeiros anos da emissora relembraram músicas e vinhetas antigas.

Ouça um trecho dessa comemoração, com Tavinho Ceschi:


Aquele seria o último aniversário da Sucesso, que seria vendida para o Grupo Bandeirantes e transformada, meses depois, na BandNews FM.

Relembre a transição da Sucesso para BandNews e a despedida da Cidade/Sucesso, depois de 25 anos no ar:


Apesar de estar fora do dial paulistano há quase seis anos, a Cidade continua muito forte na memória do seu público, dos radialistas e do mercado.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Rádio Cumbica fecha acordo com equipe esportiva da antiga Rede Super Sucesso

A equipe D'Letra EC, responsável pelas transmissões esportivas da recém-extinta Rede Super Sucesso, assinou contrato com a Rádio Cumbica (AM 1500 khz - Guarulhos) para a veiculação de seus programas.

A partir das 14h do próximo sábado (29), a equipe estreia o "Contra Ataque", programa com notícias, entrevistas e análises sobre futebol que tem como diferencial o espaço para as informações sobre os times de várzea, e não apenas sobre os clubes grandes.

De acordo com a assessoria de imprensa da D'Letra EC, o departamento de esportes da Rádio Cumbica ficará a cargo da TOP Brasil Mídia, gestora da equipe, que "planeja fortes investimentos nesse tipo de conteúdo e ainda pretende anunciar, nos próximos meses, a ampliação para programas diários e transmissões esportivas".

A programação incrementa o conteúdo da Rádio Cumbica, emissora de Guarulhos que funciona desde 1991 e que, há alguns anos, divide a programação popular e jornalística com espaços alugados para igrejas evangélicas.


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sábado, 15 de janeiro de 2011

TV Cultura seca estrutura e revê programas

Por Catia Seabra e Laura Mattos, para a Folha:

Sob a ameaça de explosão de um passivo trabalhista de R$ 160 milhões, a Fundação Padre Anchieta --administradora da TV e da rádio Cultura-- tem um lava-rápido em sua sede. Instalado ao lado de uma funilaria, tem dois empregados dedicados à lavagem dos carros de funcionários e da frota da TV.

O lava-rápido da TV pública, que não existe nem na Globo, está com os dias contados. Presidente da fundação desde junho, João Sayad, 65, instalou um programa de enxugamento de atividades da fundação que fogem de sua missão: a programação.

Entre as medidas traçadas estão a não renovação de contratos para colocar no ar a TV Justiça e a TV Assembleia --com a consequente demissão de 285 funcionários-- e a terceirização da produção de programas da TV Cultura.

A meta é que apenas 30% da programação sejam produzidos pela emissora. Nessa cota, fora as "pratas da casa", como "Roda Viva" e "Vitrine", estão os programas infantis, nos quais a Cultura se destaca.


O presidente da TV Cultura João Sayad na sede da emissora no Bairro da Água Branca em São Paulo. Foto: Carlos Cecconello/Folhapress

A decisão está alinhada à opinião de Andrea Matarazzo, titular da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, à qual a Fundação Padre Anchieta é vinculada.

Para comprar programa de produtoras independentes, fará editais neste ano.

Também pretende usar recursos públicos, como o Fundo Setorial Audiovisual, do Ministério da Cultura, e ampliar os patrocínios de empresas por meio de incentivo fiscal, com a Lei Rouanet.

"Queremos concentrar nosso reduzido talento administrativo na telinha e no rádio. O foco da TV é o seu público", afirmou Sayad para justificar a não renovação dos contratos com a TV Assembleia e a TV Justiça.

Para Sayad, essas operações não só consomem a energia da equipe como impõem encargos trabalhistas.

E, nas contas do presidente, o valor dos contratos não oferece, por exemplo, uma reserva de recursos para cobrir custos das eventuais ações na Justiça do Trabalho.

"Essas outras atividades, que imaginávamos dar uma margem [de recursos], nos causam grandes problemas administrativos e trabalhistas", argumenta Sayad.

CORTES

A redução na folha de pagamento, com a demissão dos quase 300 funcionários que faziam a TV Justiça e a Assembleia, é uma tentativa de conter a evolução do passivo contingente trabalhista (valor de ações de ex-funcionários que estão pleiteando na Justiça indenização).

O montante, que pode estourar a qualquer momento se a emissora perder a batalha judicial, já chega a R$ 160 milhões, praticamente o dobro do que o Estado de São Paulo repassará este ano à fundação (R$ 84 milhões).

Sayad afirma que esses 285 funcionários não ficarão desempregados. Ainda que sem garantia formal, diz que serão incorporados às novas equipes que produzirão a TV Justiça e a TV Assembleia.

Representante dos funcionários no conselho da fundação, José Maria Lopes acompanha a negociação e diz acreditar que mais de 90% serão reaproveitados.

Além da redução de pessoal, Sayad contratou uma empresa de consultoria para regularização da situação jurídica dos funcionários.

Fora as medidas administrativas --como a criação de um comitê para avaliação de contas-- a reestruturação prevê até mudanças na iluminação da emissora.

A decisão é clarear a imagem. "Estamos reprogramando a imagem fotográfica. Há uma reclamação secular que a Cultura é escura. Sempre achei isso. Contratamos um iluminador e vamos fazê-la clara, cheia de luz."

A programação também será revista. Os programas serão avaliados segundo cinco critérios: custo, audiência, share (porcentagem de telespectadores dentre as TVs ligadas no horário), repercussão e "diferença" (se as redes comerciais têm ou não programa semelhante).

Sayad não descarta o fim de programas cuja audiência esteja abaixo de parâmetros que serão fixados. Sob o argumento de que a internet pode oferecer conteúdo mais elitizado, prega a popularização de programas. "Depois da internet, o público específico não precisa ocupar horário nobre da TV. Tenho preocupação com audiência."

De acordo com Sayad, programas eram incluídos na grade sem prévia avaliação só por ter sido financiado por alguma empresa, sem custo à Cultura. "É um esforço para que a grade não seja suja por um programa só porque tinha verba e fazer com que o telespectador, ao zapear, fale: 'Aqui, só tem porcaria'."

TV quer conteúdo menos erudito e planeja nova série "Rá-Tim-Bum"

Da Folha de S.Paulo

A nova programação da Cultura será lançada em abril e apresentará mudanças na faixa infantil, sob coordenação de Fernando Gomes, diretor do "Cocoricó".

João Sayad afirma que "falta gente na programação infantil". "Só tem desenho, desenho, desenho." Por isso, está em produção o "Quintal da Cultura", que, entre um desenho e outro, terá uma pessoa contando histórias.

Ele contou que também pretende retomar a produção da série "Rá-Tim-Bum", que já teve o "Castelo" e a "Ilha".

O presidente diz que o anúncio de que as 12 horas diárias de programação infantil voltariam a ter publicidade, dado por uma gerente de marketing em novembro, foi "um problema de comunicação". "Na nossa programação infantil nunca haverá propaganda", afirmou.

Ele antecipa que, em março, lançará um novo site, que terá a íntegra de programas.

Com isso, conteúdos mais intelectuais de programas como "Café Filosófico" e "Entrelinhas" deverão ficar na internet, enquanto a TV irá popularizá-los para ampliar a audiência. "Não dá para fazer programa sobre literatura barroca de Gregório de Matos porque alguém dá aula sobre isso na universidade. Aí coloca na internet."

PÉ DIREITO E ESQUERDO

Para o jornalismo, quer seguir na guinada para um tom mais analítico e não vê prejuízo no recente fechamento da sucursal de Brasília.

Reconhece que a lista de entrevistados do "Roda Viva" -como o convite ao ex-ministro José Dirceu- provoca protestos no tucanato.

"Os petistas reclamaram porque acharam que foi muito duro em cima do Zé Dirceu e os tucanos reclamaram porque trouxemos o Zé Dirceu", conta Sayad.

Mas, apesar da dependência dos cofres do Estado, nega influência política na programação. Segundo ele, será uma "política de um pé esquerdo e um pé direito".

"Um tucano e um petista. Um tucano e um petista. Não é tão rígido, mas é ouvir um e ouvir o outro."

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Demissão em massa pode extinguir versão digital do JB

Do Portal Imprensa:

Após extinguir sua versão impressa, o Jornal do Brasil pretende implementar um corte de funcionários que pode pôr fim à sua versão digital e ao site da publicação.

De acordo com depoimento do jornalista Alex de Souza, do site O Repórter, ao Portal IMPRENSA, funcionários da Editora JB lhe confirmaram que uma demissão em massa deve acontecer ainda nesta semana.

Os funcionários estimam que o corte custará o emprego de ao menos 50 pessoas. Atualmente, a redação do JB conta com 120 empregados, entre contratados e pessoas jurídicas.

Procurado por Souza, o diretor institucional do
Jornal do Brasil, Reinaldo Paes Barreto, afirmou que os boatos sobre os cortes "não correspondiam à realidade", e garantiu, ainda, que não haveriam demissões conforme os números especulados, mas confirmou que o jornal passará apor uma readequação.

"Não haverá demissões em massa; o que está havendo são ajustes pontuais no quadro funcional, de forma a nos adequarmos às atuais necessidades da empresa", disse Barreto. "O JB Digital não chegará ao fim. Está sendo aperfeiçoado para ingressar em uma nova fase, de maior seleção dos conteúdos e de maior interatividade com o leitor", completou.

Funcionários afirmam também que, com o eventual fim do
JB, a sede do jornal se transformará na "Fundação Jornal do Brasil". Sobre o projeto, Barreto disse ser "ainda muito embrionário, que poderá vir a ser implantado futuramente, visando dar um cunho de maior utilidade pública ao CPDoc", que é o acervo que abriga o arquivo do jornal.

Capa da última edição impressa do Jornal do Brasil, de 31/08/2010.

Pergunta inevitável: onde há fumaça, há fogo?

A direção do jornal desmente as demissões em massa, mas admite a "readequação" e ainda confirma a ideia de criar a Fundação. No mínimo, esquisito.

Leia a matéria completa do site O Repórter

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Após 68 anos, Belas Artes vai fechar as portas em São Paulo

Depois de 68 anos, da perda do patrocínio do HSBC, da mobilização para conseguir um novo patrocinador e de conseguir um novo patrocinador, o Cine Belas Artes vai ser obrigado a fechar as portas. Por pura intransigência do proprietário do imóvel.

Reportagem de Ana Paula Sousa, da Folha de S.Paulo:

O Belas Artes, um dos mais antigos cinemas de São Paulo, se prepara para as últimas sessões. No dia 30 de dezembro, uma notificação judicial avisou: o imóvel, na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, tem de ser entregue até fevereiro.

Veja fotos do cinema ao longo dos anos

Terminará, assim, uma história iniciada em 1943. Terminarão assim os "Noitões" que, nos últimos anos, chegaram a reunir, madrugada adentro, mil pessoas.

A ameaça de fechamento do cinema veio a público em março de 2010, quando o HSBC pôs fim ao patrocínio. André Sturm, o proprietário, começou então a bater à porta de algumas empresas, atrás de nova parceria.

Conversa daqui, conversa dali e, em novembro passado, foi acertado novo apoio. A minuta do contrato estava sendo finalizada quando veio a surpresa. "O proprietário disse que queria o imóvel de volta porque ia abrir uma loja lá", diz Sturm.

Sturm conta que havia se comprometido a pagar um novo valor de aluguel, de R$ 65 mil, assim que fechasse o patrocínio. "Tínhamos um acordo, mas ele não cumpriu", diz o dono do cinema.

Procurado, o proprietário do imóvel, Flávio Maluf (que não é filho de Paulo Maluf), não precisou sequer ouvir uma pergunta. A identificação da reportagem da
Folha foi suficiente para que dissesse não ter nada a declarar.

"Ligue para o meu advogado", recomendou. Enquanto ditava nome e telefone, interrompeu a fala e perguntou: "Mas é a respeito do quê?". Informado, ensaiou uma explicação: "Perderam o prazo... Não tenho nada a declarar". O advogado não retornou as ligações.

Maluf passou a responder pelo imóvel há dois anos, quando seu pai morreu. "Venceu a visão mesquinha", diz Sturm.

Ontem, os 32 funcionários receberam o aviso prévio.


Fachada do Cine Belas Artes, localizado na rua da Consolação, em São Paulo. Foto: Rodrigo Capote/Folhapress

ÚLTIMA FASE

Sturm assumiu o cinema em 2002, quando os antigos proprietários decretaram o negócio inviável. O espaço, de fato, estava com as instalações decadentes e a programação descaracterizada.

Vieram a seguir a sociedade com a O2, produtora do cineasta Fernando Meirelles e, em 2003, o apoio do HSBC.

A ameaça do fim, em 2010, fez com que, no ano passado, a cidade se mobilizasse para salvar o Belas Artes. A campanha tanto deu resultado que o patrocínio chegou.

Dentre as marcas que esta última fase deixará estão o "Noitão" e a longa permanência de alguns filmes.

Pelo menos quatro títulos ficaram mais de um ano em cartaz: "O Filho da Noiva", "Bicicletas de Belleville", "2046 - os Segredos do Amor" e "Medos Privados em Lugares Públicos".


Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

CINEFILIA

A tradição cinéfila do espaço firmou-se na década de 70. O cinema pertencia ao grupo francês Gaumont que, além de exibidor e distribuidor, era produtor de cineastas autorais, como Fellini e Antonioni.

Na década de 80, foram muitos os cineastas brasileiros a escolher o Belas Artes como tela preferencial para suas estreias e foram muitos os espectadores a formar filas na Paulista, para conseguir um lugar nas sessões de "Daunbailó", de Jim Jarmusch, e "Terra dos Bravos", de Laurie Anderson.

Para evitar que toda essa memória se esvaia do dia para a noite, Sturm fará, a partir do dia 14, duas retrospectivas. Uma trará clássicos do cinema. Outra, clássicos do Belas Artes. E não é só: "Meu compromisso é abrir outro cinema do mesmo tipo. Já tenho lugares em vista."

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

AmericanSat extingue Rede Super Sucesso de Rádio


A Rede Super Sucesso, programação via satélite gerada pela produtora paulistana AmericanSat e presente em várias rádios do Brasil, foi descontinuada no início deste ano.

Com programação popular, a Super Sucesso era uma alternativa para emissoras locais inserirem conteúdo ao vivo e interativo em horários onde costumavam executar o famigerado "vitrolão". A retransmissão, além de não ser obrigatória, não tinha custos para o radiodifusor e não exigia mudança de nome da emissora afiliada.

A equipe do programa "Geração", uma das atrações da Super Sucesso, publicou um comunicado em seu blog dizendo que o fim da rede "se deu por visões e objetivos empresariais diferentes dos donos da empresa". No Twitter, a rádio agradeceu às afiliadas e ouvintes pelo tempo em que esteve no ar e, no site, foi colocada apenas uma imagem com a inscrição "FORA DO AR POR TEMPO INDETERMINADO" (reproduções abaixo).



Clique sobre as imagens para visualizar os tweets originais


Imagem exibida na página inicial do site da Rede Super Sucesso. Clique para abrir a página original em uma nova aba ou janela.

O modelo de negócio da Rede Super Sucesso levou a programação da rádio para mais de 500 municípios, que agora voltam à execução de músicas sem locução nos horários mais "ingratos" do dia - ou, em alguns casos, na maioria dos horários.

Ouça o piloto de apresentação da Rede Sucesso de Rádio:



Agradecimento ao Hamilton Kenji Kuniochi, o @Hamilton_k do blog O Baú do Silvio.

domingo, 2 de janeiro de 2011

São Paulo terá novas emissoras de TV e troca de canais em 2011

Neste ano, a entrada de novas emissoras e a troca da numeração de canais devem mudar a cara da TV aberta da Grande São Paulo. As alterações foram autorizadas e oficializadas pelo Ministério das Comunicações. Saiba o que muda:



RBTV - REDE BRASIL DE TELEVISÃO

Conforme comentado aqui, a Rede Brasil de Televisão deixou o canal 59 de Cotia, que passou a retransmitir a Rede Super, para estrear um canal analógico próprio, o 50. O espaço anterior era arrendado.


TERRA VIVA / BAND

A TV Terra Viva (Pira Som e Imagem Ltda), que atualmente transmite no canal 50, migrará para o canal 49. Não consegui confirmar se o novo canal será analógico ou digital, mas acredito que seja digital. O analógico provocaria interferência nos canais 48 e 50 (NGT e futura RBTV, respectivamente).


TVT - TV DOS TRABALHADORES E CANAL 45

O canal 45 de São Caetano do Sul, que também retransmite a Rede Brasil de Televisão, deve mudar para o 57. Em seu lugar, entrará no ar a TV dos Trabalhadores (TVT), ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

No primeiro semestre do ano passado, a TVT havia recebido autorização para explorar os canais 46 de Mogi das Cruzes e 45 de São Caetano do Sul. O canal 46 estreou em 23 de julho, mas o processo para concessão do 45 estava emperrado na Câmara porque o espaço já era ocupado pela retransmissora da RBTV, vinculada à entidade dirigida pelo empresário Marcos Tolentino.

Segundo reportagem da Folha do último dia 19, o deputado federal Celso Russomanno, relator do processo para concessão do canal 45 à TVT, "segurou" o parecer favorável até que o governo designasse outro canal para a fundação dirigida por Tolentino. Em 29 de novembro, veio o canal: 57 - com autorização para instalação de torre na Av. Paulista.

O canal 45 vai ampliar o alcance da TVT. O canal 46 também é ocupado pela TV Shop Tour, que tem concessão para Osasco, mas é sintonizada na maioria das cidades da Grande São Paulo.


TV UNIÃO

Além de mudar de número e cidade, o atual canal 45 também deve mudar de programação. Segundo ato reproduzido no site do Ministério das Comunicações, a retransmissora e repetidora de TV Sociedade de Teleeducação Comunitária Cultural de São Caetano (ligada a Marcos Tolentino), recebeu autorização "para substituir a geradora de sua programação pela Rede União de Rádio e Televisão, de Rio Branco (AC)".

Antiga afiliada da Band, a Rede União de Rádio e Televisão, ou só TV União, foi fundada em 1988, em Rio Branco, e desde 2002 opera de forma independente. A programação é gerada em Fortaleza (CE) e se destina ao público jovem, com a maior parte dos espaços reservados à exibição de videoclipes.


REDE CNT

Com previsão para digitalizar o sinal neste ano, a Rede CNT deve migrar seu canal analógico do 26 para o 27. O canal 26 será destinado para a transmissão digital da rede paranaense.


Com excessão da mudança de canal para a Sociedade de Teleeducação Comunitária Cultural de São Caetano, os dados acima podem ser confirmados na consulta ao Plano Básico de Distribuição de Canais, no site da ANATEL.